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2006-04-26 Uma Aventura nas Terras Lusas IIIDepois de instalados nas casas e as "trouxas" arrumadas, juntamos-nos todos na Casa do Pomar, onde iam ficar a Márcia, a Céu, a Carolina e o Elfo, para começar a organizar a jantarada pois, embora ainda fosse cedo para começar o churrasco, queriamos ter tudo muito bem organizadinho.
Na Casa do Curral ficaríamos a Andreia, eu, o Carlos e o Armando, que ainda estava em viagem de Lisboa para se encontrar com a Márcia. O Fernando ficou num quarto da casa principal, pois a Quinta do Agrinho, para além das casas independentes para alugar, disponibiliza também quartos individuais no edifício principal, como é habitual nos hotéis tradicionais.
Após as coisas estarem mais ou menos organizadas, a Márcia temperou a carne que iria para o churrasco, contando com a preciosa ajuda da Carolina, que se revelou uma super companheira de passeios, enquanto que os outros elementos da passeata ficaram com algum "tempo livre".
A Céu, que é amiga do Maurício (o dono da Quinta do Agrinho), que teve a gentileza de se juntar ao nosso grupo, foi conhecer a área da Quinta, dando um passeio de Moto-4 com o Maurício (não podia ter arranjado melhor "guia turístico" para lhe apresentar a Quinta).
A Andreia e eu aproveitámos o tempo livre e fomos também dar um passeio a pé pela quinta, tirar algumas fotos e apanhar algumas laranjas, que surripiamos das laranjeiras.
Acabado o nosso passeio, retornamos ao convívio da Casa do Pomar. Nessa altura eu iniciei o relato destas Aventuras, anotando o texto no meu eterno caderninho azul, enquanto que o Elfo, o Fernando, o Carlos e o Maurício foram acender a churrasqueira onde eu iria assar a carne.
Já o sol se estava a esconder por trás dos montes da linda Serra do Gerês quando fomos todos para a área das churrasqueiras, onde iniciamos a festa, bebendo uns copos de vinho, enquanto eu era totalmente atacado pelo impiedoso fumo do churrasco, que me impedia de ver a carne que estava a assar, tal era a inclemência do "ataque fumegante". Não me lembro de ter os olhos tão cheios de água como naquela altura...
Mesmo lutando contra todas as adversidades, eu mantive-me estoicamente aos comandos da churrasqueira, inclusivamente quando o fogo deixou de querer colaborar (esteve mesmo a ponto de apagar, foi preciso recorrer a alguns truques de logística), mantendo sempre a minha atenção focada na árdua tarefa de manter a cabeça no meio do fumo, só desviada para dar uns golos no tinto que por mim esperava.
Por esta altura já eu parecia um salpicão de fumeiro, tal era a pestilência a fumo que eu exalava...
Durante a pequena festa que decorria no local das churrasqueiras, fomos presenteados com a chegada do Armando, directamente do reino dos Algarves para se juntar à malta.
O jantar decorreu na Casa do Pomar de forma alegre e descontraída, bem ao estilo que a Márcia já habituou os visitantes do seu famoso blog.
Durante o repasto (que até estava tragável, mesmo tendo sido grelhado por mim) a Márcia fez a distribuição dos presentes que tinha trazido para os seus amigos portugas. A mim ofereceu-me um livro que eu recomendo vivamente: O Xangô de Baker Street de Jô Soares.
Aproveitamos essa noite para beber muito, divertir muito e passar um tempo muito agradável, até que a Márcia resolveu tomar um duche e vestir o pijama, no que foi imitada pela Céu.
Estava dado o mote para a festa do pijama...
Usufruindo da fama que o meu pijama dos porquinhos cor-de-rosa arrecadou pela Internet, eu agarrei a oportunidade para apresentar o dito cujo ao vivo e a cores à Márcia.
Rapidamente A Andreia, eu, o Armando e o Carlos fomos até à Casa do Curral para vestir os "trajes de gala" para a festa do pijama e voltamos ao convívio da festa. Como o Carlos não tinha um pijama disponível, resolveu vestir-se de forma "semi-formal" calçando as suas belas pantufas, que combinaram muitíssimo bem com o tema da festa.
Como as fotos podem testemunhar, esta festa foi um sucesso, bastante animada e regada (com a pinga que a Márcia ofereceu ao Carlos). Aliás, a animação era tanta, que tivemos direito a um show de dança erótica da Márcia, que incluiu uma coreografia animada com um poste.
Com toda a gente animada, o tempo foi passando até que o cansaço começou a dominar as pessoas.
Quando a Márcia foi para a cama, a Andreia e eu não podiamos deixar a tradição por mãos alheias, por isso a Andreia aplicou o tratamento reservado aos Encalhados: o Rolo da Massa!
Executada a "cerimónia de iniciação" da Márcia, deram-se por terminadas as festividades da noite e marcamos encontro para a manhã do dia seguinte (sem imposição de horário) para tomar o pequeno almoço.
A manhã seguinte foi passada a visitar outras partes da Quinta do Agrinho, incluindo uma passagem pelo edifício de recepção e bar para fechar as contas e tomar uns cafezinhos.
Como a Márcia e a Céu iam nessa semana para o Algarve, fomos arrumar as coisas para retornarmos a casa, fazer as despedidas daquele simpático grupo e combinar as coisas para quando a Márcia voltasse ao Norte do País.
Assim reza a história das primeiras Aventuras da Márcia na Terra dos Portugas, pois a fase seguinte incluía uma visita ao Centro e Sul do País, que se encontra relatado nos espaços da Márcia e da Céu.
Na terceira fase, que irá ser relatada aqui, a Márcia voltou para o Norte do País, onde conheceu finalmente o Lito e, na véspera do seu retorno ao Brasil, conheceu Os Encalhados e provou a famosa Pizza e a não menos famosa Mousse de Ananás.
Não percam o próximo capítulo de Uma Aventura nas Terrras Lusas 댓글 (46개)
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